Via Francigena: regiões e suas marcas na peregrinação

24 de março de 2021 Antonio JR

Via Francigena: regiões e suas marcas na peregrinação

A Via Francigena foi uma das rotas de peregrinação mais longas que já fiz. Entre os caminhos que ligam quatro países, me encantei com as variadas paisagens, arquiteturas e, é claro, com amigos que o caminho me trouxe.

Dentre essas belezas todas, alguns pontos me chamaram atenção e marcaram essa trajetória. Entre eles destaco:

#1 Vale d´Aosta

As montanhas do Vale d´Aosta são imponentes e me assustaram a principio. Relevo bem acidentado e um percurso que oscilava entre montanhas e trechos em plano criaram um desgaste inicial acima do que eu esperava.

Ao norte dessa cadeia está o Mont Blanc ou para os simpatizantes italianos que estão lendo esse post Monte Bianco, famosa montanha com seus quase 5 mil metros de altitude e a maior da cadeia dos Alpes.

Seguindo a caminhada, a região me presenteou com rústicas e simpáticas vilas, vilarejos com ruelas estreitas e casinhas de campo que muito se assemelha à região do sul da Suiça.

#2 Piemonte

O Piemonte é uma unanimidade entre os italianos quando se fala de todas as suas riquezas: da beleza e de sua variedade geográfica, da qualidade da produção de vinhos e da rica e fundamental história no cenário nacional.

Pela Via Francigena do Piemonte, pude comprovar, vendo com meus próprios olhos, muito do que dizem dessa região. No meu caso, o jeito simples do morador e a variação geográfica foram o que mais me impactaram.

Percorri a região do Piemonte por quatro dias, logo que saí de Pont Saint Martin na minha quarta etapa pela Via Francigena e passei por importantes cidades como Ivrea, Santhià, Vercelli e Robio.

O Piemonte reflete a estampa da Itália simples, de camponeses, de produtores rurais, de algumas isoladas edificações, de outras fortes e imponentes, de respeitáveis tradições e que, ainda, não foi explorada pelo turismo de massa.

#3 Lombardia

#4 Emilia Romana

#5 Toscana

A tão esperada e bela Toscana! É claro que eu imaginava que todas as regiões italianas tinham muito a me mostrar, ainda mais que eu sei que o interior de um país revela segredos que o turismo de massa não consegue descobrir. A Itália, certamente, não seria diferente.

Entrei na Toscana pelo acolhedor portal ao lado da Igreja de Nossa Senhora da Guarda no Paso della Cisa, a partir daí, a vasta história e riquezas artísticas se intercalam com paisagens medievais e de natureza intocável. E este caminho pedonal nos convida para desfrutar história, arte, cultura e, claro, um belo visual das colinas, montanhas e plantações. 

A Toscana turística também está presente na Via Francigena, mas acabamos enxergando-a com outros olhos. Afinal, o tempo passa lento para quem está numa peregrinação, diferente do ritmo mais acelerado que o turismo traz para essas importantes cidades. 

#6 Lazio

O itinerário da Via Francigena em Lazio tem início logo após Radicofani, última cidade da Toscana. Muitas cidades com ruínas medievais são deixadas para trás neste percurso, onde a expectativa da chegada à Roma já começa a dar o “ar da graça”.

Para mim, a região de Lazio não foi a mais bonita. Entretanto, por ser o final da jornada, o sentimento de que os momentos finais devem ser aproveitados da forma mais intensa possível tomou conta da minha mente.

Depois desses pontos, a proximidade de Roma já traz algumas mudanças ao caminho, deixando-o mais urbano. E já dentro de Roma, o trajeto que cruza o refúgio do Monte Mario presenteia o peregrino com uma linda vista da cidade e da cúpula da Basílica de São Pedro. Contemplar a vista de Roma foi a primeira celebração da minha conquista nesta peregrinação.

Enfim, dentro dos muitos destinos que cruzamos em uma rota peregrina, sempre há pontos que marcam com mais intensidade. E cruzar a Via Francigena me levou para ainda mais perto de mim mesmo, com dias chuvosos e nublados.

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Antonio JR

Sou um amante da natureza e de esportes outdoor. Corredor de montanha, sou um aficionado por trilhas e terrenos acidentados. Tenho um carinho por tudo que envolve arte e a música é outra atividade que me libera endorfina. Um apaixonado pelo mundo, acredito no poder transformador de cada viagem e com elas adquiro vivência e experiência para minha vida.

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